O ATS sempre me trouxe a imagem de uma mulher muito forte, muito madura e segura de si mesma. Uma mulher que não é mais tão jovem e inexperiente perante a vida. Notem que a própria Rachel, nessa foto abaixo (de um incrível ensaio que ela faz com a Carolena) ao se vestir com as roupas da grande mestra, automaticamente muda alguma coisa, encarna essa imagem impregnada no inconsciente coletivo que o ATS trás.
A dançarina de ATS precisa ser muito mulher mesmo, pra colocar um turbante e se sentir bonita, não se rendendo a estereótipos dos cabelos esvoaçantes ou mesmo de uma certa sensualidade, que é presente no tribal fusion mesmo não sendo seu foco principal.
Colocar um turbante, dançar entre outras mulheres sem a vontade de se destacar entre suas amigas queridas, celebrando a vida e celebrando o momento feminino, sem se importar com o que algum homem possa dizer ou pensar sobre aquilo.... Isso me arrepia e eu quero isso pra mim! Não que eu queira perder a sensualidade, o prazer e a liberdade que o fusion me traz. Mas é como se fosse um outro aspecto dentro de mim que eu quero trabalhar e evoluir. Ser uma mulher, que traz no olhar a sabedoria adquirida através da vida, que não parece ser mais nova do que é e não se envergonha nem da idade, nem do corpo, nem das experiências e nem das próprias vontades, que com o passar do tempo, vão ficando mais claras e conectadas com o coração.
Da mesma forma que um dia ouvi o chamado da dança do ventre, ouvi também o chamado do Tribal Fusion, agora o chamado é do ATS, que começa a surgir dentro de mim como um negócio, que só sossega dentro de mim quando eu danço e sinto o ATS fluir nas minhas entranhas....
Sinto nascer dentro essa mulher mais forte e assustadora, por isso mesmo tão admirável e fascinante...
(dedico esse post à minha querida amiga Rebeca Piñero)
