quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Formação técnica em dança - Etec de Artes

Para quem tem interesse em ter uma formação aprofundada em dança e em todo o universo relacionado, a ETEC de Artes está com as inscrições abertas para seu vestibulinho!

O curso ocorrerá no período vespertino e tem um ano e meio de duração. O primeiro semestre tem como foco o estudo do ballet clássico, o segundo em dança moderna e contemporânea e o terceiro em danças brasileiras, urbanas e fusões! Além disso, outras matérias super interessantes para quem quer viver da dança, como estruturação de projetos e eventos! De quebra você ainda conclui o curso com a DRT! Não é fantástico?

Eu achei o curso simplesmente demais e já fiz minha inscrição... Se você tem interesse, faça a sua também! Quem sabe não seremos colegas de turma!

Pra saber mais sobre a Etec de artes e sobre os cursos oferecidos, o site é www.etecdeartes.com.br

Uma dica para a prova é estudar as provas dos anos anteriores, que em geral conta com questões de lógica e atualidades. Há também uma prova de aptidão, que serve para verificar se seu corpo está preparado para a dança!

A inscrição é feita pelo site www.vestibulinhoetec.com.br e vai até o dia 22. A prova é dia 21 de novembro. Ainda dá tempo de se inscrever, então se você se interessa, corra!

Quando algo mágico acontece...

Olá!  Gostaria de compartilhar com vocês um dos vídeos da minha última apresentação.
Esse foi um momento muito especial pra mim. Certas apresentações, antes mesmo de acontecerem já é possível sentir que serão momentos importantes e inesquecíveis.

Sinto que uma grande evolução aconteceu, e certamente devo isso ao período de convivência intensivo com aquela que considero minha grande mestra Rachel Brice e também sua fantástica assistente Manca Pavli, mas além disso devo isso a mim mesma, aos treinos diários e comprometidos, à disciplina que aprendi com tais professoras que é a melhor e mais rápida forma de chegar aonde queremos.

Espero que gostem! :)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Go for the gold!

O processo de se descobrir na dança é como se fosse o trabalho de um minerador, ou melhor, de um arqueólogo. Uma arqueóloga que tem por objeto o próprio corpo e dentro desse corpo, toda a riqueza que é o material de trabalho de sua arte.

Temos em nosso corpo diversos músculos e possibilidades de contração, relaxamento, expansão e deslocamento e nosso trabalho é exatamente explorar esse imenso campo.

Algumas experimentações são feitas sem muito esforço físico, como explorar caminhos para os braços ou deslocamentos no espaço, enquanto outras exigem um intenso e minucioso treino muscular, como descobrir musculaturas profundas do baixo ventre.

A cada treino podemos perceber novas partes do corpo, fortalece-las e com a musculatura mais forte, ela também se torna mais consciente e mais conexões entre músculo e cérebro se formam, e dessa forma adquirimos mais controle e precisão sobre cada parte do corpo.

Também nesse sentido, a interpretação musical pode ser treinada, através dos próprios drills de isolamento ou de combinações.

Rachel Brice lá no retreat na Costa Rica falou muitas vezes sobre "minerar pelo ouro"  Poderia utilizar também a metáfora de um processo de lapidação, que quando se inicia, começa a retirar as camadas mais superficiais de inconsciência corporal, de indisciplina e preguiça e tantas outras que nos afastam da possibilidade de manifestarmos nossa plena essência na dança.

Nessa busca minuciosa e diária vamos nos aprofundando em nossos corpos, e em nossa essência que se manifesta enquanto dançamos então quanto mais firme forem nossas bases, mais poderemos criar e expressar...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

De volta!

Depois de mais de um mês fora, entre férias, retiro com a Rachel Brice, despertar pra a Permacultura, entre outros acontecimentos incríveis na minha vida, estou de volta!!

Há muito o que escrever...  Desde o que aconteceu lá na Costa Rica, até grandes insights de dança e vida que definitivamente transformaram minha perspectiva a respeito de mim mesma, da forma como encaro a dança, que é uma forma de auto-conhecimento, expressão artística, disciplina e profissão para mim. Sinto-me muito mais madura e focada e pretendo compartilhar isso com aquelas pessoas que estão na mesma busca!

Outras novidade:  O grupo de estudos de ATS voltou com força total!  Iniciaremos na próxima quinta-feira (amanhã) o estudo dos DVDs do Fat Chance Belly Dance, preparando anteriormente uma ficha de cada movimento e trabalhando os mesmos durante o encontro. Assim, aprofundamos o estudo de cada passo e/ou movimento e vamos construindo um repertório escrito (uma das coisas mais importantes que me dei conta é não confiar 100% na memória). Caso você esteja em São Paulo e se interesse em participar, entre em contato!

As aulas de Tribal Fusion e Yoga também voltaram com força total e as turmas ocorrem de terça e quinta das 20:00 às 21:30. Terça-feira é o dia em que focamos em yoga, condicionamento, fundamento e técnica, já na quinta a aula destina-se a desenvolvermos combinações, estudo coreográfico, técnicas para improvisação e expressão artístico-criativa.

Em breve iniciarei as aulas em um novo espaço, com uma aula aberta inaugural na semana que vem. Vale a pena conhecer o espaço, que é lindo e focado no desenvolvimento da consciencia e bem-estar, com aulas de yoga com grandes professores, terapias corporais, e outras práticas. Integro o time levando a nossa querida dança pra mais um espaço!  Viva!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Gravar os próprios treinos...

Você já experimentou se filmar enquanto pratica?  Seja treino de fundamentos, improviso ou coreografia, se filmar é muito bom!  É como se de repente você ganhasse a consciência da sua dança de fora do corpo. Nessas filmagens, você percebe se há um cotovelo mal posicionado, ou se poderia estar um pouquinho mais firme no encaixe ou na contração da musculatura abdominal inferior...  Pode observar se suas mãos estão fluindo com o movimento ou se estão abandonadas ou tensas demais...  Pode observar sua expressão e sua postura e com tudo isso pode se tornar professora de si mesma...  Nosso olhar crítico sobre nossa própria dança e nossos próprios movimentos faz maravilhas, acreditem!

Por mais estranho que pareça, a auto-perspectiva que temos na gravação é totalmente diferente da que temos a praticarmos na frente do espelho, por isso diria que tais práticas podem ser complementares e por que não, conjuntas!

Na primeira vez que você se analisar no vídeo, provavelmente rolará um sentimento de auto-vergonha gigantesco... realmente não é legal ter uma noção tão clara daquilo que ainda não está bom...   Mas passada a quebra de ego inicial, ganhamos uma ferramenta poderosa de auto correção, e tal poder pode ser observado já no seu primeiro treino com a câmera...  É como se a consciência trouxesse luz automática sobre o que pode ser feito diferente...

Pra quem treina com vídeo então, eu diria que é indispensável!  

Isso não significa que aulas ou workshops regulares não sejam fundamentais na evolução de qualquer dançarina, até por que, é sempre bom ter um feed back de alguém que também dança, e muitas vezes está a mais tempo na jornada, além de reciclarmos nossos conhecimentos e fazermos a energia fluir... Mas mais uma vez, tais práticas se complementam.

Pra dar peso a tal forma de estudo, a própria Rachel Brice, no link que ela recomenda em seu DVD Serpentine, recomenda não apenas gravar a prática, como também determinar seus objetivos baseados nessa gravação. Aliás, estou devendo meu review sobre esse DVD. Pra quem ainda não viu, a Mariana Quadros já fez o dela no blog dela, mas é sempre legal ter mais de uma perspectiva, ainda mais sobre um DVD fantástico como esse!

E você, amiga leitora dançarina, já experimentou?  Conte-nos suas experiências com essa técnica de auto-aprendizado e aperfeiçoamento!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Tribes Brasil 2010

No fim de semana mais importante do ano, para todas aquelas pessoas que buscam um contato maior com questões espirituais e profundas, seja pelo dia Fora do Tempo do Calendário Maya, seja pelo Guru Purnima hindu, ou pela lua cheia de leão, aconteceu um evento muito especial. E eu tive a honra e o privilégio de participar: O Tribes Brasil.

Em sua terceira edição, o evento foi perfeito em todos os momentos. Uma ótima escolha do local, que era lindo, confortável, com uma bela sala de prática com chão de madeira, espelhos generosos, e bastante luminosidade natural, com um teatro belíssimo e aconchegante. O cuidado na escolha dos workshops e oficinas e na organização do evento como um todo, com stands com produtos interessantes ao público e palestras super informativas e agregadoras de conhecimento relevante para todas aquelas e aqueles que estudam a dança.

Participei do workshop da Aline Muhana, introdutório ao ATS, no qual o enfoque foi a idéia de tribo mesmo, de o que fazia o tribal ter esse nome e essa energia, a troca de olhares, a cumplicidade entre quem dança, a transformação que a dança causa nos níveis mais sutis do nosso ser. Muito legal!  Fiquei feliz por perceber que a essência tribal brota naquelas que se identificam com o estilo, independentemente da convivência e sim, de princípios, ideais, forma de viver a vida!



O segundo workshop que participei foi o da Isabel de Lorenzo, com uma abordagem mais aprofundada sobre o ATS, seus conceitos fundamentais, tanto em relação a passos e movimentos, mas também sobre estrutura e posicionamento do grupo, muita coisa!!  A Isabel foi super atenciosa em tirar as dúvidas de todas nós, ávidas por conhecimento e informação...  com certeza um salto técnico e evolutivo para todas aquelas que participaram do work!


Assisti também a uma palestra da Paula Braz, que na verdade era uma introdução teórica do work que ela daria em seguida. Nessa palestra, tive inúmeros insights a respeito de mim mesma, coisas obvias e claras a respeito de quem eu sou e da minha trajetória artística que nem eu mesmo já havia dado forma antes...  Incrível!

No dia seguinte, participei do workshop de Tribal Fusion 2 da Geneva Bybee, que tratou principalmente de drills e seqüencias líquidas com forte influencia do hip hop. Uma delícia, sentir a dança fluir pela perspectiva da Geneva, que possui uma didática fenomenal, mesmo para aquelas que não falavam ingl&es, mostrando que barreiras de idioma não impedem que o sentimento de tribo brote e se fortaleça. Muitas fichas caíram pra mim, sobre o que é o Tribal, algumas existenciais... hehehehe...  Reforcei ainda mais a certeza da necessidade de realizar workshops sempre que possível, como forma de se renovar, de reciclar, de absorver novos conhecimentos....


Além de works, não poderia deixar de citar o Show de sábado...   O que foi aquilo??   Uma viagem pelo mundo das cores, sons, luzes e dança,muita dança... De excelente qualidade e nível técnico, cheias de estudo e paixão. Claramente perceptível o empenho de todas as pessoas envolvidas num show que o Tribal mostrou suas diversas faces, deixando claro que há espaço para a manifestação artística plena nesse estilo tão acolhedor e libertador...


Dancei no pocket show das 18 horas de domingo para uma platéia vibrante, num palco abençoado, que me fez me sentir super tranqüila e confortável para compartilhar aquilo que de melhor carrego dentro de mim...



Pra finalizar, percussão ao vivo, interrompendo o work de afro da Nadja, que de uma forma linda mandou todo mundo pra dentro da sala de aula, e continuou sua oficina com a sala lotada... Que momento mágico!  Ainda mais para mim que tenho raízes muito profundas em danças afro brasileiras...  Um momento de extase coletivo,  no qual tive a honra de dançar na roda com a Nadja e com a Crystal, minha companheira nessa jornada carioca, que dançou lindamente no show de abertura ao grand show, e alguém com quem uma linda amizade está crescendo...

Tanta coisa legal...  Se fosse falar de tudo o que senti, tudo o que me marcou, orgulhou, emocionou, surpreendeu, esse post ficaria maior ainda.

Sem dúvidas um evento iluminado e abençoado por todas as deusas e arquétipos da dança, que estavam presentes ali...

Gratidão!!!

E que venha o Tribes 2011, mais forte e mais belo do que nunca, alimentado pela auspiciosidade e amor de um evento como o do último fim de semana.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Cartas a um jovem poeta

Estou lendo o livro Cartas a um jovem poeta, de Rainer Maria Rilke. Na minha edição do livro,que comprei no estante virtual por 3 reais e é bem velhinha (adoro a história que um livro antigo conta por si só), ainda de quebra tem alguns poemas do poeta.  A primeira carta que acabo de ler, possui sábias e belas palavras a respeito do que move um escritor a escrever, e sinto que tal recomendação se aplica a todos aqueles que sentem aquela voz incessante que nos move a criar e expressar nosso profundo ser. Vale lembrar que cheguei a esse livro por indicação da grande mestra Rachel Brice, a quem vou conhecendo melhor através das incríveis sugestões, que me fazem crescer não apenas como artista e dançarina,mas também como ser humano.

Apreciem!



Carta a um jovem poeta
(Paris, 17 de fevereiro de 1903 )

      Meu estimado senhor:
      Recebi sua carta há poucos dias. Quero lhe agradecer a grande e amável confiança que esta representa. Mas pouco mais posso fazer. Não examinarei os seus versos, pois sempre fui alheio a qualquer intenção crítica. Para penetrar uma obra de arte, nada pior do que as palavras da crítica, que somente levam a mal-entendidos mais ou menos infelizes. Nem tudo se pode saber ou dizer, como nos querem fazer acreditar. Quase tudo o que sucede é inexprimível e decorre num espaço que a palavra jamais alcançou. E nada mais difícil de definir do que as obras de arte - seres misteriosos cuja vida imperecível acompanha nossa vida efêmera.
      Após isso, apenas acrescento que os seus versos não revelam uma maneira própria. Possuem, é certo, sinais de personalidade, porém ainda tímidos e ocultos. Senti-o no seu último poema, "Minha Alma". Neste, qualquer coisa peculiar procura achar solução e forma. E em toda a formosa poesia "A Leopardi" se sente uma espécie afinidade com este príncipe, este solitário. Entretanto, as suas poesias não têm existência própria, nem mesmo a última, nem mesmo a que é dedicada a Leopardi. Na sua missiva encontrei a explicação de certas insuficiências que, ao lê-lo, já havia percebido, mas a que não me foi possível dar nome. Indaga-me se os seus versos são bons. Pergunta a mim, depois de Ter perguntado a várias pessoas. Manda-os para as revistas, compara-os a outros versos e alarma se quando certos jornais repelem os sus ensaios poéticos. Doravante (já que me permite aconselhá-lo) peço-lhe que renuncie a tudo isso. O seu olhar está voltado para o exterior. Eis o que não deve tornar a acontecer. Ninguém pode dar-lhe conselhos nem ajudá-lo - ninguém! Só existe um caminho: penetre em si mesmo e procure a necessidade que o faz escrever. Observe se esta necessidade tem raízes nas profundezas do seu coração. Confesse à sua alma: "Morreria, se não me fosse permitido escrever?" Isso, principalmente. Na hora mais tranqüila da noite, faça a si esta pergunta: Sou de fato obrigado a escrever?"Examine-se a fundo, até achar a mais profunda resposta. Se ela for afirmativa, se puder fazer face a tão grave interrogação com um forte e simples "Sou", então construa a sua vida em harmonia com essa necessidade. A sua existência, mesmo na hora mais indiferente e vazia, deve tornar-se sinal e testemunho de tal impulso. Aproxime-se então da natureza. Depois procure como se fosse o primeiro homem, dizer o que vê, vive, ama e perde. Não escreva poesias de amor. Evite, de início, os temas demasiado comuns: são os mais difíceis. Nos assuntos em que tradições seguras, às vezes brilhantes, se mostram em grande número, o poeta só pode realizar obra pessoal na plena maturidade de sua força. Fuja dos grandes assuntos e aproveite aqueles que o dia-a-dia lhe oferece. Fale de suas tristezas e dos seus desejos, dos pensamentos que o tocam, da sua fé na beleza. Diga tudo com sinceridade calma e humildade. Utilize, para se exprimir, os objetos que o rodeiam, as imagens dos seus sonhos, as suas lembranças. Se o quotidiano lhe parece pobre, não o acuse: acuse-se a si próprio de não ser muito poeta para extrair as suas riquezas. Para o criador nada é pobre, não há lugares mesquinhos e indiferentes. Mesmo num cárcere cujas paredes abafassem todos os ruídos do universo, não lhe ficaria sempre a sua infância, essa preciosa, essa esplêndida riqueza, esse tesouro de recordações? Volte, para esta direção, o seu espírito. Procure fazer regressar à superfície as impressões submersas desse longínquo passado. A sua personalidade fortificar-se-á, a sua solidão povoar-se-á, tornando-se, nas horas incertas do dia, uma espécie de moradia fechada aos sons exteriores. E se lhe vierem versos deste regresso a si próprio, deste mergulho no seu cosmo, não pensará em indagar se são bons ou não, não tentará conseguir que periódicos se interessem pelos seus trabalhos, porque desfrutará deles como de uma posse natural, como de uma de suas formas de vida e expressão. Uma obra de arte é boa quando nasceu por necessidade: é a natureza da sua origem que a julga. Por isso, meu prezado senhor, apenas me é possível dar-lhe este conselho: mergulhe em si próprio e sonde as profundidades de onde jorra a sua vida. Só desta maneia encontrará resposta à pergunta: "Devo criar?" De tal resposta recolha o som, sem desvirtuar o sentido. Talvez chegue à conclusão de que a Arte o chama. Neste caso, aceite o seu destino e siga-o, com o seu peso e a sua majestade, sem jamais exigir uma recompensa que possa vir de fora. O criador deve ser um mundo para si próprio, tudo encontrar em si e nesse pedaço de natureza com que se identificou. Pode suceder que, depois dessa descida em si mesmo, ao âmago solitário de sim mesmo, tenha de renunciar a ser poeta. (Basta, no meu entender, sentir que se poderia viver sem escrever para não mais se ter o direito de fazê-lo.) Mesmo assim, a introspecção que lhe peço não terá sido inútil. A sua vida, desde aí, encontrará caminhos próprios. Que estes sejam bons, ricos e largos, é que lhe desejo, muito mais do que lhe posso exprimir.
      Que poderei acrescentar? Acredito ter abordado o essencial. No fundo, apenas fiz questão de aconselhá-lo a progredir segundo a sua lei, de modo grave e sereno. Não lhe seria possível perturbar mais violentamente "para fora", do que esperando "de que fora" as respostas que apenas o seu sentimento mais secreto, na hora mais silenciosa, poderá talvez proporcionar-lhe.
      Gostei de encontrar na sua carta o nome do professor Horacek. Dediquei a esse sábio uma grande estima e uma gratidão que já duram anos. Quer transmitir-lhe isso da minha parte? É bondade dele, que muito aprecio, lembrar-se ainda de mim.
      Restituo-lhe os versos que me confiou tão amigavelmente e mais uma vez lhe agradeço a cordialidade e a amplitude da sua confiança.
      Procurei, nesta reposta sincera, feia o melhor que pude, tornar-me um pouco mais digno dela do que realmente sou, na minha qualidade de estranho.
      Com toda a dedicação e toda a simpatia.
      Rainer Maria Rilke
      Poeta alemão / 1875 - 1926




Retirei a transcrição daqui.