Nos dias 25 a 27 de junho acontecerá no Rio de Janeiro o Rio Orient Festival. É um evento que tem como tema central a cultura do oriente médio, e apesar da maior parte das atrações se relacionar com dança, também acontecerão outras palestras com outro enfoque, como idioma árabe, filmes, turismo entre outros, todos dentro da temática Cultura Árabe.
Dentre os ministrantes de workshops estarão presentes profissionais vindas(os) do México, Rússia, Venezuela, Síria e, é claro, do Brasil!
Para quem gosta de Tribal, no dia 27 (domingo) vão rolar 4 workshops!! Jhade Sharif do Rio mesmo, Bia Vasconcelos e Bella Saffe da Bahia, e a Kilma Farias de João Pessoa.
Além disso, ainda rola uma aula aberta de percussão no final dos works!
Os preços estão bem convidativos, vale lembrar que a Bella e a Kilma estiveram no exterior fazendo works com as gringas e estarão cheias de novidades pra generosamente compartilhar!
Eu vou! Caso alguém de São Paulo também vá, me dá um toque... Quem sabe não vamos juntas! Quem vai e não é de São Paulo, também dá um toque e a gente se encontra lá! :)
Apesar da dança ocupar boa parte do meu tempo, dos meus pensamentos, leituras e tudo mais, às vezes sobra um pouco de tempo para outras coisas, e entre essas coisas, adivinhem o que existe: filmes que certamente serão inspiração e referência para dança! Rá!
Assisti a dois filmes muito interessantes nesse sentido nos últimos tempos, o primeiro deles, indicação da minha amiga e bellydancer Olívia Dias, é o Transylvania (2006), do Tony Gatlif, o mesmo do belo Latcho Drom e do incrível Gadjo Dilo. Como nesses dois outros filmes, a fotografia é de tirar o fôlego e a trilha sonora então, pra quem ama música cigana como eu, é puro deleite! O roteiro acaba sendo supérfluo, mas quem se importa! hehehe Super recomendado! Não apenas o Transyvania, como os outros dois também!
Outro que eu achei muito legal, dentro de um contexto "inspiração" é o Cabaret, com a Liza Minelli. As cenas das performances valem o filme, que tem uma trama legal para entrar um pouco no clima da vida de uma performer americana que vive em Berlin. Meu namorado dormiu nos 15 primeiros minutos, mas cada figurino, make da Lisa rapidamente me impediam de desistir do filme! Vale a pena... Pra quem gosta do burlesco é um prato cheio... Fora que a Liza é daquelas que agarra o olhar!
Segue o link pra a uma das primeiras performances... A melhor na minha opinião.. Pena que não dá pra colocar o videozinho aqui.
Uma série de DVDs didáticos que assisti recentemente é a Secrets of the Stage - A Performance Course for Belly Dancers by Michelle Joyce, que vem em três volumes.
Michelle Joyce, juntamente com outras dançarinas, fala sobre diversos pontos que devemos levar em conta em nossas apresentações. Calma, simpatia, simplicidade, realmente estar se divertindo durante a apresentação, criatividade, maquiagem além de muitos outros temas!
O primeiro dos DVDs tem no final alguns exercícios muito legais de improvisação, além de um relaxamento/mentalização lindo, que me emocionou de verdade...
Nesse exercício ela conduz à visualização no palco, com o figurino perfeito, dançando sua música com amor, felicidade genuína, e de repente um imprevisto acontece e outra música que você não conhece começa a tocar no lugar, mas você não se deixa abalar e aproveita para demonstrar sua habilidade de improvisação. Ao final, a platéia te aplaude intensamente e você permanece no palco, muito feliz, com uma sensação maravilhosa de ter dado seu melhor e ter sido reconhecida por isso! :D
Óbvio que a indução dela é muito mais bonita do que uma idéia que quis passar por escrito no blog, mas de qualquer forma, serviu pra me lembrar que essas mentalizações a respeito do que queremos para nós mesmos deve ser um exercício diário e por que não, também mentalizar os obstáculos sendo superados com harmonia e profissionalismo, afinal negar as adversidades e imprevistos seria uma grande ilusão. Melhor visualizar tais obstáculos sendo superados sem grandes traumas e sendo uma oportunidade de evolução!
Altamente recomendado a todas(os) que se apresentem dançando ou que tenham tal pretensão!
Acabo de descobrir o novo blog da Rachel Brice! Ela já tinha o intoxicants, que está no blogroll aqui do lado, mas pelo que eu entendi, o conteúdo do blog antigo será absorvido pelo novo.
Começou já com bastante coisa legal, pelo menos para mim que sou uma admiradora sempre encantada com sua pessoa e sua dança. Ela escreve de uma forma tão gostosa de ler, tão humilde, que quanto mais eu leio o que ela escreve, mais cresce meu sentimento de discípula da grande mestra!
Aproveitando a temática Rachel Brice, nunca é demais lembrar e avisar pra quem ainda não sabe, que ela lançou um novo DVD Serpentine! Rá! Na verdade são dois dvds com diversos conteúdos legais, desde técnicas para aumentar força e flexibilidade, a técnicas para o famigerado cambret, além de duas coreografias! lálálá! Nos outros dvds dela que eu conheço, não há nenhuma coreografia, apenas uma pequena sequencia de movimentos de braços e tronco. cho que dançar a coreografia de alguém é uma ótima forma de sentir no corpo a música pelos "olhos" ou melhor feeling da outra pessoa. E se essa outra pessoa for a Rachel Brice, então a coisa fica mais interessante ainda!
Eu já encomendei o meu na Amazon e espero ansiosamentepacientemente ele chegar pelo correio...
Fica o teaser do DVD pra quem tiver se interessado! ;)
Acabo de ler no blog da dançarina Asharah, que está surgindo no Tribal uma certa tendencia de voltar as origens da dança do ventre mais modernas, o estilo que entre as tribalfusiondancers é conhecido como cabaret...
aquelas músicas que todas nós que passamos pelo purpurinado caminho da bellydance sabemos de cor, aqueles solos de accordeon, ou de derbak, aqueles passos e movimentos drámáticos e emocionais que traduzem tão bem o espírito desses sons...
Eu particularmente curto muito, e confesso que as vezes quando meu itunes está no shuffle e subitamente começa a tocar um Batwannis Beek, interpretado pela Warda, meu coração bate mais forte e uma vontade de dançar toma conta do meu ser!! hehehe
Independentemente de isso ser tendência ou não, eu fico feliz em perceber que não sou só eu do mundo tribal que ainda pulsa no tradicional...
Com vocês Zoe Jakes no after party do Tribal Fest:
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Esse fim de semana eu dancei na Virada Cultural aqui de São Paulo. Esse é um evento muito legal que a prefeitura organiza. Durante praticamente todo o fim de semana, e principalmente na virada do sábado para o domingo, ocorrem milhares de apresentações de bandas, orquestras, artistas circenses, DJs e todas as formas de manifestação culturais presentes não só em São Paulo, como internacionalmente também... Praticamente tudo de graça e com metro funcionando 24hr durante a virada.
É um evento que eu já participo faz três anos, e acho sensacional, ver as pessoas na rua, no metro arrumadas pra balada, de todas as tribos, com sorriso no rosto e vontade de curtir por uma noite o centro da cidade. Limpo, seguro (pra o que se pode esperar de um evento daquele tamanho), com várias fachadas restauradas, parque da luz poeticamente ilumindado. Dá um orgulho ser paulista nesses momentos.. hehehehhee
Nessa edição, eu tive a incrível oportunidade de dançar nesse evento que como vocês podem perceber eu pago um pau! A convite do Dj e organizador da Voodoohop, Thomas Halferlach, tive a honra de dançar algumas músicas no palco Sacada da Virada, na Tracker Tower, bem ali na São João com a Don José de Barros.
Foi minha primeira vez dançando pra tanta gente e pra um público tão heterogêneo. Não posso dizer que não estava um pouco apreensiva em relação à minha recepção, mas foi melhor do que eu esperava... Foi incrível!! :D
De repente, todo mundo parou de dançar e ficou assistindo com uma cara que tava muito parecida com a minha a primeira vez que vi uma apresentação de Tribal na vida... A música foi escolhida praticamente na hora por que não tive tempo de conversar com o Thomas durante esses dias por que ele estava correndo com as projecões que pegavam o prédio todo... Então selecionei umas músicas no pen drive e ele lá na hora ouviu e escolheu uma delas...
Foi mágico ouvira música que eu escolhi ressoar super alto no Largo do Paissandu, com aquela iluminação amarelada, sendo naquele momento aquela figura mística de uma urban bellydancer para no minímo umas mil pessoas...
Não fiquei nervosa, acho que sabia que não podia dar vazão a esse tipo de emoção dentro de mim naquele momento pra que permanecesse centrada e com aquele tiquinho necessário fora da dança, observando...
Os vídeos ficaram lindos... Graças ao Rafa, que sempre me acompanha e já está se acostumando a ser holding de dançarina (nas palavras amáveis dele).. No fundo eu sei que ele fica quase tão feliz quanto eu! ;)
Bom... Chega de blábláblá!! Queria muito dividir com as leitoras e leitores desse blog esse momento tão especial pra mim!
Abaixo está um dos vídeos... Que na hora que passei pro orkut ficaram escuros!! Grrrrrr... Vou fazer o upload pro Vimeo e ver se fica melhor, aí posto de novo... Mas quem tiver afim de dar uma olhadinha, segue a primeira música que dancei.
Esse é um tema que surge toda vez que quero me referir a mim ou a qualquer outra pessoa que dance. Já ouvi de muita amiga de dança que o certo é BAILARINAAAA, que dançarina se refere a quem dança mas também faz outras coisitas más com o corpo, e toda vez que esse assunto vem à tona, o meu aspecto rebelde e questionador vem a tona, e aproveitando que criei esse espaço pra expor minhas idéias e caminhos dentro da dança e afins, queria explorar o tema.
As bellydancers americanas referem-se a si mesmas como bellydancers, ou algumas vezes apenas dancers e não como ballerinas. Então por que aqui é diferente? Toda vez que eu ouço a palavra bailarina, na minha cabeça automaticamente vem a idéia de Ballet, mas isso é a minha impressão, já que no dicionário:
bailarina
bai.la.ri.na
sf (bailar+ina) Mulher que dança por profissão; dançarina.
dançarina
dan.ça.ri.na
sf (dançar+ina) 1 Mulher que dança por ofício; bailarina.
As duas são a mesma coisa!
Pra mim é mais sonoro dizer que eu sou uma dançarina; ter a palavra DANÇA na denominação de uma das minhas atividades me deixa muito feliz! :) Mas devido a essa regra que eu constantemente me deparo ao conversar com outras profissionais da dança, algumas vezes me vejo sem graça de me auto referir como dançarina, pra cumprir o protocolo... =/
Na verdade, acho que toda vez que o assunto surge, acabo dizendo: Ah, eu sou dancarina ou bailarina, acho que não tem diferença! Mas muitas vezes tenho como resposta: O certo é bailarina, dançarina é de cabaret... E eu fico com aquela sensação de contrariada...
Eu acho que essa história é um daqueles casos de uma coisa que vai sendo passada pra frente de pessoa pra pessoa, sem questionar muito se isso faz sentido ou não. De alguém que falou que era dancarina uma vez e teve a frase pronta com resposta: Dançarina é de cabaret (ou outra similar) e aí, pelo sim pelo não, preferiu não discutir com a sabedoria popular e não apenas passar a referir-se como bailarina e também dar a resposta padrão quando alguém usa a "horrível" palavra dançarina.
Gostaria de saber a opinião de quem lê esse blog sobre esse assunto. E gostaria muito, mas muito mesmo, que esse paradigma se quebrasse, caso ele não seja baseado em nada muito concreto...
Sobre o tema, a Luana Melo também expõe sua opinião em seu ótimo blog. :)